terça-feira, 1 de abril de 2025

Vida e obra de Elias dos Bonecos

A capa do livro, de autoria de Nordahl Neptune e desenho em nanquim de Fábio Rontani

Elias Rocha nasceu em 3 de agosto de 1931, se tivesse nascido no dia 1º de abril seria uma ironia da vida. Entretanto, foi logo morrer na data de hoje, pura ironia do destino. Assim foi a sina de Elias Rocha, que nos deixou em 2008, bem no Dia da Mentira, data que simboliza sua maneira de subverter a morte, coisa que fez vivo com a arte ao revolucionar os princípios estabelecidos pelas grandes escolas artísticas, as quais sentenciam e impõem padrões estéticos. Elias dos Bonecos foi o maior, mas não porque era melhor, mas porque era legítimo e original.

E para homenageá-lo Nordahl Christian Neptune lançou, ano passado, na Casa do Povoador, um livro para mostrar toda a admiração e o respeito que o artista merece. A capa é outra obra prima do artista  e ilustrador Fábio Rontani, que fez o projeto gráfico e diagramou o livro que ainda é recheado de fotos de alguns craques como Fabrice Desmonts, Claudinho Coradini, Justino Lucente e Bolly Vieira, entre outros. O prefácio é de Esio Pezzato.

Elias nasceu na Chácara Morato, nas proximidades das barrancas do Rio Piracicaba, sempre presente e inspirador de sua obra. Formado na Escola Senai, foi trabalhar em empresas metalúrgicas, sem deixar de outro hábito incomum, construir barcos. Foram mais de 3.000 em sua vida. Foi demitido da empresa metalúrgica por participar de uma greve. Depois disso, passou a ser carroceiro e coletor de materiais inservíveis que encontrava pelas ruas da cidade como papelão, latas, garrafas, que vendia em locais apropriados até seus últimos dias.

Mais do que contar as origens do projeto dos bonecos que povoaram a rua do Porto e o imaginário popular, o livro contará as origens do projeto, feitos com latas, restos de madeiras, roupas velhas e enchimentos de palha ou capim seco. A primeira ação ocorreu num dos bares famosos da época, o Bar do Araken Martins e noutro, mais adiante, do Mané, frequentado pela elite cultural e boêmia da cidade naqueles dias.

Elias dos Bonecos foi o maior, mas não porque era melhor, mas porque era legítimo e original

Os bonecos surgiram quando Elias, convidado para fazer um “Judas” na Semana Santa, foi escorraçado por uma vizinha, cujo filho tinha se assustado com a feiura dos mesmos. Mas Elias, paciente e sereno, teve nos amigos dos bares dos amigos, a força necessária para ouvir que aquilo era lindo e poderia transformar a imagem do nosso rio. E sacudir a imaginação da cidade. E passou a produzir com intensidade e a distribuir seus bonecos pela orla do rio,” do lado de lá da Casa do Povoador, nos barrancos do Engenho Central.

Mas ele não contava que seus bonecos, antes “feios” se transformassem em objeto de desejo de muita gente. Em especial dos agricolões, que na calada das noites, retiravam seus pescadores da margem do rio e os levavam escondidos para as repúblicas onde moravam, e os faziam de verdadeiros troféus.

Os bonecos eram reinventados nas datas típicas da cidade, como a Festa do Divino (da qual Elias foi festeiro com sua nora), a páscoa, o natal, as folias de reis, o carnaval, entre outras. E vez ou outra apareciam envergando a camiseta histórica do nosso Quinzão.

A composição da foto é perfeita ao contemplar Elias, seu boneco e o Rio Piracicaba

SOBRE O LIVRO

Neptune nos propõe, na abertura do novo livro, um conceito de Michel de Certeau, no em “A invenção do cotidiano, artes do fazer”, no qual o autor propõe "(...) ao homem ordinário, herói comum, personagem disseminada, caminhante inumerável, que mesmo não sendo ninguém neste teatro humanista, ainda ri... E nisto ele é sábio e louco ao mesmo tempo, lúcido e ridículo, no destino que se impõe a todos e reduz a nada a isenção que cada um almeja... Esse herói anônimo vem de muito longe. É o murmúrio das sociedades. Pouco a pouco ocupa o centro de nossas cenas científicas. Socialização e antropologização da pesquisa privilegiam o anônimo e o cotidiano onde zooms destacam detalhes metonímicos - partes tomadas pelo todo".

O autor do livro, Nordahl Christian Neptune
E nos esclarece que “o propósito desta dissertação de mestrado, que alia, ao mesmo tempo, o estudo de uma expressão excepcional da cultura popular brasileira e os modos comunicacionais de procurar evocá-la na sua polivalência constitutiva, é estudar a trajetória de vida de Elias Rocha, então com 71 anos, mais conhecido como "Elias dos Bonecos", cuja arte singular é confeccionar bonecos, em tamanho natural, feitos a partir de sucata e de roupas doadas por parte da população, e inseri-los nas margens do rio que deu nome e origem à cidade de Piracicaba, SP.

Buscamos também entender a influência do cotidiano no desenvolvimento de sua arte, bem como destacar as várias etapas que envolvem sua produção artística, a função e destino de seus bonecos, as múltiplas visões contemplativas, interpretativas e representativas dessa arte popular, sob o ponto de vista ecológico, lúdico e imaginário, no contexto sociocultural da contemporaneidade.

Sua pesquisa parte de um tema caro a todos nós, “Um Rio, uma Cidade e um Artista”, depois envereda pelas origens e discussão sobre outro tema marcante para todos nós, a música: Rio de Lágrimas; discorre sobre nossa mais famosa e antiga festa, a do divino, apresenta com todas as cores e alegrias, nossa rua do Porto. Há na sequência um poema e uma música composta pelo autor e pelo músico Marinho Castelar.

Depois disso, no capitulo intitulado A Arte de Elias dos Bonecos, discorreu sobre as origens de um projeto que, nasceu como uma brincadeira, falando do seu processo criativo, procedimento, componentes técnicos de fabricação. E prossegue discutindo as ações da filosofia de um homem simples, em suas dimensões ecológica, lúdica e imaginária.

No capítulo sobre a A Arte de Elias dos Bonecos, analisa a gênese dos bonecos, as técnicas através das quais são construídos o processo criativo do artista e o destino plural dado aos bonecos. Reconhecer o trabalho do artista, os motivos que o levam a exercer sua arte e como ela é percebida, pode ser a chave para entender porque, afinal, os bonecos tornaram-se elementos lúdicos importantes de uma cultura, símbolo de luta e resistência para uma sociedade que se organiza em prol da preservação e despoluição do seu maior patrimônio: o rio.

Mais adiante discute que “foi diante dessa conjuntura que Elias dos Bonecos buscou, através da arte, demonstrar toda sua preocupação com o rio e o meio ambiente e, ao mesmo tempo criar com seus bonecos uma atmosfera paisagística mais alegre, convidativa e nostálgica, lembrando o tempo em que os pescadores e suas famílias tiravam o sustento das águas límpidas e cristalinas do rio. Depois discute O Processo Criativo, Procedimentos, e os Componentes e Técnicas de Fabricação -, a partir do trabalho de campo de pesquisa, realizado através do acompanhamento do cotidiano de vida do artista, de registros orais, textuais, bibliográficos e audiovisuais, como a fotografia e o vídeo, foram analisadas, em detalhes, as diversas fases que compõem o saber artístico popular e a etnologia do objeto-boneco.

Quem se dispuser a dar uma passadinha na Casa do Povoador, vai encontrar um resto de memória do velho bonequeiro, numa sala especial que existe por lá para homenageá-lo. Ele faleceu, depois de longa doença, em 1º de abril de 2008, conhecido como o “Dia da Mentira”, mas sua memória continua presente em nossa cidade.

terça-feira, 18 de março de 2025

St. Patrick's Day é celebrado nas cervejarias piracicabanas

Muita música e chope verde estão entre as atrações da festa

As principais cervejarias de Piracicaba estarão celebrando o padroeiro da cerveja nesta sexta-feira, dia 21: o St. Patrick's Day, ou Dia de São Patrício é comemorado com muito sucesso no Brasil e, aqui na cidade, não poderia ser diferente.

A tradicional celebração irlandesa que ocorre no dia 17 de março em homenagem ao santo padroeiro da Irlanda contagiou os bares e pubs brasileiros que, durante todo o mês, promovem eventos para marcar a tradição irlandesa.

As Tops da Cevada Pura já estão abastecidas com muito chope verde
O Saint Patrick's Day da Cevada Pura, a mais antiga e tradicional cervejaria piracicabana terá festa com a banda Soul Mood e muito chope verde, símbolo da data. O evento começas às 19 horas e a entrada é franca. O pub da Cevada Pura está localizado na Av. João Teodoro, 35 - Vila Rezende.

A Taberna Leuven também irá celebrar o St. Patrick’s Day na sexta-feira, dia 21. A festa contará com a banda Satyrus, grupo de música instrumental de versões clássicas ou temas típicos medievais. A programação começa a partir das 20 horas e a Leuven fica na Av. Comendador Pedro Morganti, 4795 - Monte Alegre. O ingresso custa R$ 25,00.

Na Brewpub Em Nome do Malte a fábrica fica dentro do bar, ou vice versa
A sexta-feira (21) promete muita coisa e a Brewpub Em Nome do Malte não poderia ficar de fora e o São Patrício da melhor cervejaria do Brasil terá animação do Blues Session, com Luiz Bom Trio, a partir das 19 horas. A casa fica na Rua Campos Salles, 1494, no Bairro dos Alemães.

A cervejaria HZB de São Pedro tem uma filial em Piracicaba
Ainda na sexta-feira, 21, a partir das 19h, na unidade Piracicaba da Cervejaria HZB, vai rolar o Duo Luca & Vine para um show ao vivo cheio de pop rock e dá-lhe chope verde. A HZB Piracicaba fica Rua São João, 872 - Bairro Alto. Durante o Happy Hour, das 16h às 20h, 50% de desconto no Chopp Pilsen.

O Saint Patrick's Day da Dama terá três bandas
A Dama Bier também irá comemorar a data e a festa será no sábado (22), das 16h às 21h, com muito chope verde, comidinhas típicas e música boa.

Com entrada gratuita, o evento terá música ao vivo com Dj VinilAttack (16h), Lanceloti Experience (17h) e Família Bourbon (19h30). A Dama Bier fica na Av. Rio das Pedras, 104.

A microcervejaria artesanal Green Fish também irá comemorar a data mais tradicional da Irlanda no sábado, dia 22 de março e com o tradicional chopp verde. Música com DJ Ueno (16h), The Fishes (19h) e Jet Set (21h). Tv Amadeu Marchini, 40, Água Branca.

Torneiras do KOM ainda têm muita muito chope verde
Outras opções
O KOMtainer Beer já fez sua festa na semana passada, mas ainda há muito chope verde em suas torneiras e tem muita festa nesse fim de semana, começando na sexta (21), com a banda TriVibe e no sábado (22) com a Timeless, ambas tocando com maiores sucessos dos anos 80 e 90, nacionais e internacionais. Sempre a partir das 19h! A casa fica Rua Benjamin Constant, 589 - Centro e não cobra couvert.

No Armazém 1949 está localizada a cervejaria Peixe Para
Mesmo sem chope verde, a Cervejaria Peixe Para estará em seu tradicional ponto na Rua do Porto, no Armazém 1949 (Rua Alidor Pecorari, 1949), mas as torneiras estão abastecidas com Pilsen, Weiss, Session IPA e Porter. A música ficará por conta do blues do Canale.

Na Cervejaria Nho Quim também não haverá chope verde, mas vai rolar a terceira edição da Vinylzera! Chopp, drinks, lanches e porções para acompanhar todos a programação e venda de discos (Rua Luiz de Queiroz, 605 - Centro).

quinta-feira, 13 de março de 2025

12 cervejas da Serra do Itaqueri estão na seleta lista das melhores do Brasil

A Dry Stout da Brotas Beer é uma das cervejas mais premiadas da marca

O Concurso Brasileiro de Cervejas (CBC) 2025, realizado em Balneário Camboriú/SC, durante toda essa semana, nos dias 10 e 12 de março, premiou 12 cervejas de três cervejarias da região da Serra do Itaqueri. A cerimônia de premiação aconteceu na noite de terça-feira (11) com uma grande festa das premiadas.

BrotasBeer, da cidade de Brotas; Dama Bier, de Piracicaba; e Cerveja Frederícia, de Rio Claro, foram contempladas com medalhas de ouro, prata e bronze em diversas categorias no concurso que premia os melhores rótulos e as melhores cervejarias do país.

No total, foram premiadas 374 cervejas, com 127 medalhas de bronze, 127 de prata e 120 de ouro. Elas foram consideradas as melhores dentro de um total de 3.468 amostras de cerveja.

Pilsen da Cervejaria Frederícia ganhou 3 medalhas de ouro

A brotense Brotas Beer conquistou mais duas medalhas para sua coleção: prata para a Brotas Dry Stout e bronze para a Brotas Schwarz.

“Isso nos leva a impressionantes 70 medalhas, um marco que reafirma a qualidade constante das cervejas que saem da nossa fábrica e o compromisso inabalável da nossa equipe. Cada gole carrega o esforço e a dedicação da nossa equipe, que faz da arte de produzir cerveja um verdadeiro orgulho para Brotas”, afirmou Márcio Egea Secafin, cervejeiro e o CEO da cervejaria brotense.

Além de estar em destaque com sete medalhas, a Dama Bier também conquistou o status de melhor Cervejaria do Estado de São Paulo. A cervejaria piracicabana ganhou dois ouros, com a Dama Weizenbock e a Dama Smoked. As medalhas de prata foram para a Reserva 13, Wood Selection e a Stout. Já as duas de bronze premiaram a Tupi e a Pilsen.

Para sua sede em Rio Claro, a Frederícia levou três medalhas de ouro com sua cerveja Pilsen, nas categorias Contemporary American Style Lager, American Style Light Lager e Contemporary American Style Light Lager.

As cervejas foram avaliadas por cerca de 100 jurados estrangeiros e brasileiros, num total de 27 países, nos dias 10 e 11 de março de 2025m entre eles, Márcio Egea Secafin, da Brotas Beer.

A região da Serra do Itaqueri é composta por 14 municípios do interior do Estado de São Paulo. Compõem o coletivo as cidades de Águas de São Pedro, Analândia, Brotas, Charqueada, Corumbataí, Ipeúna, Itirapina, Limeira, Piracicaba, Rio Claro, Santa Maria da Serra, São Carlos, São Pedro e Torrinha.

quarta-feira, 12 de março de 2025

Brotas Beer e a espanhola La Axarca produzem cerveja colaborativa

Márcio Egea Secafin e Javi León
A cervejaria Brotas Beer realizou na última semana, dia 20 de fevereiro, uma inédita produção colaborativa internacional em sua fábrica, na cidade de Brotas, no interior de São Paulo, com a cervejaria espanhola La Axarca, de Frigiliana, cidade localizada na província de Málaga, na Andaluzia.

Em parceria com o cervejeiro da Brotas Beer, Márcio Egea Secafin, os proprietários da cervejaria artesanal da Espanha, Charo Barco e Javi León, que ainda possuem a distribuidora La Domadora y el León, também comemoraram sua primeira experiência internacional ao prepararam a brasagem de sua tradicional Tropical Pale Ale.

Cerveja foi produzida na fábrica da Brotas Beer

Essa é a segunda cerveja colaborativa da Brotas Beer, a anterior foi com a Ópera, entretanto essa foi primeira internacional. “Estamos ansiosos e entusiasmados à espera do produto final. São duas cervejarias muito respeitadas que, juntas, criaram algo internacionalmente inédito e, tenho certeza, de que o resultado será tão gratificante quanto saboroso”, afirmou Márcio que é o CEO da cervejaria brotense.

A versão tupiniquim da receita espanhola é uma interpretação muito fiel da versão original, com a utilização de quatro lúpulos americanos utilizados na produção da cerveja, são eles: Citra, Mosaic, Amarillo e Cascade.

O mesmo já não aconteceu com a cevada, sendo que na Espanha a La Axarca é feita com apenas dois maltes e, como no Brasil não se encontram os mesmos cereais, o receituário nacional inseriu três tipos de cevadas para manter a cor, o aroma e o álcool e assim ficar o mais próximo possível da cerveja original.

As adaptações para o padrão brasileiro foram sugeridas pelo casal. “A ideia foi a de recriar a La Axarca no Brasil mantendo as mesmas características da cerveja feita na região ibérico banhado pelo Mediterrâneo. Porém, por ser feita em Brotas, teremos um toque mais tropical do que nunca", disse Charo.

“Quando se unem duas cervejarias essa colaboração tem que ser muito cuidadosa e ter um significado especial para ambas. E eu acredito que conseguimos atingir essa sinergia”, completou Javi.

Além de ganhar um novo rótulo, a versão brasileira da cerveja malaguenha também trocará o nome e será alterada no Brasil para Me Gusta. Sendo que parte do lote de dois mil litros produzidos pela Brotas Beer será engarrafado e enviada para o país hispânico, no continente europeu, onde integrará o catálogo da distribuidora espanhola de cervejas artesanais.

“Para nós da Brotas Beer foi uma honra fazer essa receita em parceria com a espanhola La Axarca. Com a união das duas expertises tenho certeza de que o produto final será dos melhores do mundo, graças a qualidade do trabalho depositado na brasagem dessa cerveja”, enfatizou Márcio, que informou ainda que a Brotas Beer prevê outras colaborações com a La Axarca, mas que a próxima terá um caminho inverso.

A espanhola La Axarca é distribuída na Europa pela La Domadora y el León

“A La Axarca nos convidou para produzir a cerveja da Brotas Beer na Espanha e, como temos uma receita muito premiada, estamos pensando em recriar nossa Dry Stout, mesmo porque ela conquistou muitas medalhas internacionais, inclusive em alguns dos principais concursos europeus como o European Beer Star, o Brussels Beer Challenge e o Barcelona Beer Challenge”, informou.

segunda-feira, 10 de março de 2025

Peixe Para participará do Festival da Cerveja de Blumenau/SC

A cervejaria Peixe Para participará do Festival Brasileiro da Cerveja, que acontecerá nesta semana, entre os dias 12 e 15 de março, na cidade de Blumenau/SC. A mais caipira das cervejarias piracicabanas estará no Setor dedicado ao Encontro Nacional de Cervejeiros.

Caracterizado pelos nomes sugestivos e sotaque caipira de suas cervejas, a Peixe Para levará ao evento quatro deliciosos estilos: Kawa lager (pilsen com lúpulo); Fruta Vermêia (sour frutas vermelhas); IPA num pará (session IPA com lúpulo brasileiro) e IPA Daqui Memo (IPA com lúpulo brasileiro).

“Piracicaba estará representada no maior Festival Brasileiro da Cerveja com quatro estilos da Peixe Para: uma Hop Lager bem lupulada, uma Session IPA e outra BR IPA, ambas com lúpulos 100% brasileiras; e nossa Sour de frutas vermelhas, com framboesa, goiaba e amora”, afirmou o cervejeiro Evandro Hion Novello e proprietário da Peixe Para.

Instalado dentro do Parque Vila Germânica, este setor será tomado por 250 cervejarias, vindos de todo Brasil com estandes padronizados e que servirão até quatro estilos da bebida, totalizando quase 1000 rótulos. Os visitantes terão degustação livre em copos com marcações de 50ml e 100ml, das 17h às 21h.

“Nesse espaço, o ingresso dá passe livre para os visitantes interagirem com os criadores das melhores cervejas artesanais do país e experimentarem as cervejas que quiserem e de todas as cervejarias expositoras”, completou Evandro.

Serviço

Cervejaria Peixe Para – Armazém 1949

Rua Alidor Pecorari, 1949 (Rua do Porto), Piracicaba/SP

(19) 19-996842542

@cervejariapeixepara

@armazem_1949

quarta-feira, 5 de março de 2025

2ª edição da Semana Cervejeira de Brotas reuniu as 5 cervejarias da cidade

Evento reforçou a presença das cervejas no cenário turístico da cidade (foto: Felipe Souza)

A segunda edição da Semana Cervejeira de Brotas, realizada entre os dias 21 e 23 de fevereiro, pela prefeitura da cidade contou com a participação das cinco cervejarias que fazem parte do Núcleo Cervejeiro Brotense e, mais uma vez, confirmou a tradição turística da cidade.

Além do lançamento de novos estilos, até sorvete de cerveja teve no evento que reuniu as cervejarias locais, Aventura Líquida, Brotas Beer, Casa da Mina, Cultiva e Limonis, oferecendo uma experiência imperdível para apreciadores da bebida.

A Cultiva apresentou todos os seus estilos na Semana Cervejeira de Brotas
A cervejaria Aventura Líquida apresentou uma saborosa e refrescante Hop Lager com adição de frutas vermelhas, trazendo um amargor médio e frescor agradável, sensacional! A Casa da Mina trouxe uma IPA com adição de camomila, de amargor baixo para o estilo, mas muito saborosa. Já a Cultiva, conhecida por produzir uma ESB com mel silvestre, dessa vez trouxe uma IPA, a Robusta.

A cervejaria Casa da Mina trouxe para o evento uma IPA com camomila
Sem apresentar uma nova receita, a Brotas Beer trouxe para a cidade os cervejeiros espanhóis, Charo Barco e Javier León, que juntamente com o cervejeiro Márcio Egea Secafin prepararam a brasagem de uma Tropical Pale Ale, receita da cervejaria La Axarca, da cidade de Frigiliana localizada na província de Málaga, na Andaluzia.

“A cerveja foi batizada de Me Gusta já está em fase de maturação e, em breve, poderá ser degustada por todos. Também enviaremos um lote para a Espanha, onde integrará o catálogo da distribuidora espanhola de cervejas artesanais La Domadora y el León”, informou Márcio.

Foram três dias em que a Estância Turística de Brotas, no interior de São Paulo, agrupou as empresas que fazem parte da cadeia produtiva da cerveja artesanal local onde cada uma serviu o que produz de melhor, com seus variados estilos.


Uma ampla praça de alimentação foi montada no Largo do CIAM, local do evento, onde foram oferecidas variadas opções de hambúrgueres, pizzas, churrasco e comida japonesas para harmonizar com as cervejas. Tudo isso acompanhado de uma programação musical sortida e espaço kids gratuito durante os três dias.

De rock a samba, a animação tomou conta do público com as bandas Essência, Cuba Livre, Zero2, Linear, Odysseya, Overbox Cidadão Comum, Barulhinho Bom, Doce Veneno e um grande show cover do Guns N' Roses.

Variados sabores do sorvete de cervejas pelas lentes do craque Felipe Souza (@memoriasdeumavida_vivida)
Sorvete de cerveja
Outra novidade dessa 2ª edição da Semana Cervejeira foi o lançamento de um sorvete de cerveja, criado por Andréia Zacharini, da premiada Quatro Estações Sorveteria, tradicional por seus sabores exóticos. Ao todo foram seis sabores, todos feitos com as cervejas brotenses e os variados estilos produzidos pelas cervejarias da cidade. Havia sorvete com sabor de Pilsen, IPA com notas de café, chopp de vinho e até Weiss.

Quatro Estações Sorveteria fica no centro da cidade de Brotas
Pela cidade de Brotas
Os três dias na cidade de Brotas também renderam descobertas e boas amizades, como a Cozinha da Sissi, surpreendente restaurante localizada no centro da cidade e que serve opções bem variados, mas que arrasa principalmente nos pratos típicos da culinária baiana, como o bobó de camarão servido com chips de banana.

A culinária japonesa também faz parte do paladar dos brotenses e a melhor alternativa da cidade é o restaurante NikkeySushi, pioneiro em Brotas. Estando localizado ao lado de um dos principais cartões postais da Capital da Aventura – o Parque dos Saltos, o cardápio é bem diversificado e oferece opções variadas da gastronomia oriental.

O restaurante Nikkey Sushi apresenta a clássica culinária oriental com qualidade
O passeio pelo centro da cidade não fica completo sem uma passadinha na tradicional Adega Casarão, instalada e um centenário prédio de 166 anos, muito conservado em sua estrutura e que mantém os aspectos tradicionais e rústico originais, transportando o visitante ao passado.

No subsolo da Adega Casarão e armazena cachaças entre elas de Amburana

No local existe uma adega subterrânea onde se armazena mais de 8 mil litros de cachaças envelhecidas. Mas na loja ainda é possível comprar lembrancinhas e souveniers, além de produtos da cidade como licores, cervejas artesanais da cidade, café, geleias, compotas e doces e bolachas caseiras.

Fachada da Pousada Caminho das Águas

Para descansar, a opção encontrada foi o aconchegante Hotel Pousada Caminho das Águas, muito bem localizado e de ótimo custo benefício, com uma suíte confortável e um café da manhã especial.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

Cerveja Capivara invade a Rua do Porto com sabor indescritível

Para aquele que dizem que cerveja é tudo igual, neste fim de semana me deparei com uma cerveja bem diferente e totalmente fora de seu estilo, mas não menos saborosa por conta da exorbitância dos ingredientes utilizados em sua receita.

Antes de começar a falar sobre essa bebida, temos que lembrar que a cerveja é produzida através da fermentação e é aí que está a principal diferença entre as duas principais famílias de cervejas. As Lagers são cervejas de baixa fermentação; e as Ales, de alta fermentação.

E, como vivemos em um país tropical, as Lagers são as preferidas, pois se caracterizam por serem, em sua grande maioria, mais leves e claras. Dentro da família da Lager, onde é possível encontrar grande variedade de cores, aromas, potência de corpo e complexidade, o estilo mais comuns e mais consumidas é a Pilsen e sua principal característica é o tom dourado e brilhante, apresentando leve amargor e baixo teor alcoólico.

Já as Ales se diferenciam das Lager por serem produzidas em temperaturas mais altas, e o que mais as distingue é a graduação alcoólica maior e o amargor mais acentuado.

Pois bem, como diz o rótulo, a cerveja Capivara é uma Super Lager, portanto complexa no paladar, ainda mais para alguém que é apenas um apreciador. A receita é do também apreciador Edson Cursio e a brassagem ficou por conta da Cervejaria do Padrinho.

Mesmo sendo algo indescritível para um parco entendedor de cerveja, como eu, essa Capivara me conquistou e não foi pelo rótulo, desenhado por meu amigo Erasmo Spadotto. A cerveja é potente e tem um amargor de 40 IBUs, medida de amargor que é mais do que o dobro em uma Pilsen comum. O álcool também é alto, marcando 7% de ABV, sendo que as Lagers variam de 4,5% a 5%.

Enfim, o resultado é ótimo, e além de ser uma cerveja refrescante é muito saborosa. Infelizmente, a receita dessa preciosidade pertence ao senhor Cursio e a edição era limitada e já se esgotou. Eu tive o prazer de provar no Armazém 1949, mais novo ponto cervejeiro da Rua do Porto, na Avenida Beira Rio, ao lado do campo de futebol.